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Médico se envolve em fraude de seguro milionário e vira réu

03/08/2021

 

De acordo com o portal Metrópoles, oito integrantes de uma associação criminosa especializada em simular acidentes com lanchas e carros de luxo foram indiciados pela Polícia Civil (PCDF) e denunciados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). As investigações sobre a ação do bando ocorrem no âmbito da operação Navio Fantasma, da Divisão de Repressão a Roubos e Furtos (DRF). O grupo foi denunciado por associação criminosa e estelionato.

O cirurgião plástico Wilian Pires está entre os denunciados. Segundo as investigações da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), o médico forjou o incêndio que destruiu duas lanchas de luxo que, juntas, somariam o valor de R$ 2 milhões. Em um dos casos, Pires incendiou um barco de 50 pés propositalmente, segundo as investigações. A lancha foi queimada em 11 de dezembro do ano passado, por volta das 20h, às margens do Lago Corumbá, em Caldas Novas (GO).

O cirurgião teria assinado o seguro do barco e se declarado como proprietário. Logo em seguida, com a ajuda de comparsas, simulou o incêndio para receber o dinheiro. Os valores seriam perto de R$ 800 mil. Em outra situação, o total referente ao sinistro ficou em de R$ 1,2 milhão, após uma nova embarcação ser incendiada de forma proposital.

Segundo o diretor da Corpatri, delegado André Leite, a atuação desse tipo de grupo desestabiliza o mercado segurador, que precisa se valer de recursos pagos por clientes honestos para compensar o prejuízo. “E isso repercute, necessariamente, no aumento dos valores de seguro para a população do Distrito Federal, que acaba suportando o prejuízo”, disse.

Ainda de acordo com o Metrópoles, nas redes sociais, Wilian Pires, que se apresenta como especialista em lipoaspiração de alta definição e mamoplastia de aumento, faz questão de ostentar uma rotina de luxo, com muitas viagens ao exterior. Sempre na companhia de mulheres, o médico também compartilha com seus seguidores passeios de barco e comemorações em restaurantes badalados da capital federal e em locais paradisíacos, como Fernando de Noronha.

Segundo o diretor da DRF, delegado Fernando Cocito, o envolvimento de embarcações nesse tipo de golpe afasta as empresas de seguro do mercado náutico, pois não há condições de suportar o risco. E isso repercute diretamente na capital federal, que possui a quarta maior frota náutica do país – são 52 mil embarcações no Lago Paranoá.

“Ressalta-se que se trata de associação criminosa armada, que, além de forjar acidentes automobilísticos e aquáticos, comercializou, em desacordo com a lei, pelo menos 11 fuzis calibre 5.56, de uso restrito, ainda não localizados”, ressaltou.

(Fonte: Portal CQSC)