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Conjuntura CNseg nº 56 analisa vetores de impacto da economia nos próximos meses

01/11/2021

Setor segurador movimentou R$ 26,3 bilhões em agosto, excluindo Saúde Suplementar e DPVAT

 

Os vetores prós e contra o crescimento do PIB do País em 2021 e em 2022 são relacionados na nova edição (nº 56) da Conjuntura CNseg, publicada pela Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg. De acordo com a publicação, embora a esta altura o viés de cada indicador já seja conhecido, positivo ou negativo, é a sua intensidade que decidirá o resultado anual da economia em 2021 e em 2022.

Em consequência, as projeções dos agentes do mercado apresentam grande dispersão, especificamente para 2022, oscilando da estagnação em cenário pessimista até alta de 3%, descreve a parte da publicação destinada a avaliar o cenário macroeconômico.

Segundo a publicação da CNseg, alguns vetores poderão influenciar o desempenho positivo da economia entre o final do ano e 2022: i) o ritmo de crescimento forte da economia global; ii) os gargalos na oferta de insumos; iii) os preços altos das commodities; iv) o aumento da receita das exportações e v) a renda nacional, que inclusive não tem o poder de produzir mais choques na inflação do País.

Outro tópico favorável é a reação, ainda que lenta, do mercado de trabalho, principalmente se o ritmo de contratações no setor de serviços continuar consistente nos próximos meses.

Para a Confederação Nacional das Seguradoras, outra premissa para crescimento é o PIB de 2021 confirmar a taxa de expansão de 5%, porque gera carregamento estatístico para o próximo ano, um adicional de 0,5% a 1% ao resultado de 2022.

 

Em sentido contrário, a publicação lista cinco variáveis que podem impactar o PIB brasileiro. Por ordem: i) o ciclo de alta da Selic contínuo e cada vez mais próximo de dois dígitos em 2022; ii) a corrosão da renda das famílias causada pela inflação mais alta; iii) o aumento no nível de endividamento dos brasileiros; iv) a repercussão negativa disso no consumo e na tomada de crédito; v) o risco da recuperação do mercado de trabalho não ser integral, estabilizando-se abaixo do patamar histórico, de pouco mais de 60% da população economicamente ativa; e v) por fim, a incerteza associada ao ambiente político e sua relação com a situação fiscal no próximo ano.

 

Na parte dedicada ao desempenho do mercado segurador, e em seguida ao Editorial publicado na Conjuntura nº 55, em agosto os prêmios de seguros, contribuições de previdência e faturamento de capitalização movimentados totalizaram R$ 26,3 bilhões, excluindo Saúde Suplementar e DPVAT, avanço de 2,4% em relação a agosto do ano passado. No acumulado até o oitavo mês do ano, a arrecadação supera R$ 198,9 bilhões, 14,7% superior ao observado em 2020 no mesmo período.

 

Os seguros de Danos e Responsabilidades (sem DPVAT) apresentaram alta de 19,6% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, movimentando R$ 8,1 bilhões. No acumulado do ano até agosto, o segmento cresceu 15,2%, totalizando mais de R$ 58 bilhões em arrecadação. O seguro de Automóvel, que representa mais de 41% das movimentações do segmento, registrou aumento de 12,1% em agosto (R$ 3,4 bilhões) em relação a agosto de 2020. Já no acumulado até agosto, o montante foi de R$ 24,2 bilhões, 7,3% a mais na comparação com o mesmo período do ano passado.