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Aumento no valor do combustível faz motoristas adaptarem seus carros para GNV

10/11/2021

Quem fez instalação de “kit gás” precisa ficar atento para não perder cobertura do seguro automotivo

 

Nunca custou tão caro abastecer o carro no Brasil. Com as recentes escaladas dos preços nas refinarias, o litro da gasolina já acumula alta de 74% em 2021. O diesel também subiu 65% desde o início do ano, puxando com eles também o valor do etanol. Com isso, muitas pessoas estão adaptando seus carros para o GNV – o gás natural veicular. Dados mostram que as instalações do chamado “kit gás” cresceram 15% no país, considerando apenas o primeiro trimestre de 2021. Mas é preciso ter atenção depois de realizada a troca para não deixar o veículo sem a proteção adequada.

“Todo mundo está sentindo no bolso a alta no preço da gasolina, por esse motivo, o uso do GNV se tornou uma alternativa para quem quer economizar no dia a dia. No entanto, como estamos falando de um gasto significativo na instalação do GNV no veículo, é importante buscar a proteção do seguro neste investimento efetuado”, alerta Marcelo Costa, executivo de seguros e representante do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne).

O especialista completa que os seguros de automóvel se limitam a garantir o veículo segurado com as características originais e oriundas de fábrica e o GNV, geralmente, é adicionado posteriormente, por isso é importante ficar atento para comunicar ao corretor ou diretamente à seguradora que foi feita a conversão. “Esta orientação vale também para o consumidor que adquirir um veículo com equipamento GNV já instalado. É para lembrar seu corretor de incluir a cobertura na hora de contratar o seguro”, explica.

Isso porque, na maioria das seguradoras, é necessário acrescentar uma cobertura adicional para o “kit gás”, que é o conjunto de todos os componentes instalados para funcionamento do veículo com GNV e geralmente é destacado um valor de indenização correspondente ao investimento feito. “Nos casos de sinistros ocorridos com os veículos que possuem GNV instalados e não comunicados às seguradoras, existe o risco dos consumidores terem a cobertura do seguro prejudicada ou até mesmo a perda dos direitos”, completa Marcelo Costa.

Ele alerta, ainda, que além da alteração na apólice, o consumidor tem que estar atento também ao local onde vai instalar o “kit gás”. “Quando é identificada uma instalação de GNV inapropriada ou realizada por uma empresa não homologada pelo DETRAN, e que acaba agravando a ocorrência de riscos como incêndio ou explosão, o seguro não ampara danos que possam acometer o veículo”, afirma.

Segundo o representante do Sindsegnne, a alteração na apólice é bastante simples de ser feita, mediante endosso emitido pela seguradora, com análise da vistoria no veículo que será obrigatória e cobrança de valor adicional pela cobertura adicionada ao seguro. “Orientamos sempre que os consumidores procurem contratar suas apólices através de um corretor de seguros habilitado, que irá orientar sobre as melhores coberturas e personalizadas às suas necessidades”, finaliza.