Expansão do setor de imóveis faz arrecadação do seguro aumentar 27% no estado
O mercado imobiliário do Ceará registrou um forte crescimento em 2024, impulsionando também a arrecadação do Seguro Condomínio no estado. De acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), Fortaleza e região metropolitana alcançaram um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 8,5 bilhões. Nesse período, a arrecadação com Seguro Condomínio no estado alcançou R$ 8,2 milhões, um avanço de 27% em relação ao ano anterior.
A capital cearense se destacou no volume de lançamentos imobiliários, atingindo R$ 5,24 bilhões, um crescimento de 24% na comparação com 2023. O cenário reflete o aumento do crédito imobiliário e da demanda por novas unidades, fatores que impulsionam tanto o mercado de imóveis quanto o setor de seguros.
Se por um lado houve expansão do mercado imobiliário e da contratação do seguro condomínio, o aumento de incidentes climáticos na região elevou também o volume de indenizações pagas. Em 2024, os valores subiram 125,8%, somando R$ 6,2 milhões.
De acordo com Magda Truvilhano, vice-presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o aumento nas indenizações pagas pelo seguro condominial tem no fator climático um fator de peso. “Chuvas, tempestades, queda de raios, alagamentos e inundações têm se tornado cada vez mais frequentes em todo Brasil. Estes eventos climáticos danificam diretamente a estrutura dos condomínios. Em consequência, os acionamentos das coberturas do seguro tendem a subir”, explica.
O que cobre o Seguro Condomínio?
O Seguro Condomínio é obrigatório e deve ser contratado e renovado pelo síndico. Ele cobre a estrutura do prédio, áreas comuns, bens e equipamentos do condomínio. Na cartilha “Seguro de Condomínio, tudo que você precisa saber”, a FenSeg detalha as coberturas e os termos usados pelo mercado.
Existem duas modalidades principais: a Cobertura Básica Simples, que inclui incêndio, queda de raio, explosão e queda de aeronaves, com a possibilidade de coberturas adicionais; e a Cobertura Básica Ampla, que protege a estrutura do prédio contra diversos danos e permite a inclusão de coberturas como Responsabilidade Civil, Vida e Lucros Cessantes. Adicionalmente, há coberturas específicas para danos ao patrimônio, responsabilidade civil do síndico e vida dos funcionários.
O presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne), Edmir Ribeiro, destaca que “o Seguro Condomínio não cobre as unidades autônomas dos moradores nem seus bens, a menos que haja uma cobertura específica contratada. Para isso, o morador deve adquirir um seguro residencial separado”.
Com um mercado imobiliário em expansão e um cenário de custos de reposição dos bens crescentes, o Seguro Condomínio se torna ainda mais essencial para garantir a segurança patrimonial dos edifícios e moradores. Além de ser um seguro obrigatório, sua contratação adequada pode evitar grandes prejuízos aos condôminos em casos de sinistros.
